quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Preto, pretinho, eu quero carinho!



Faz cafuné, mas bem devagar!
Desliza teus dedos nos meus cabelos,
mas sem bagunçar, tá?

Ah e vê se aprende a tocar violão
Eu acho um charme, mas desse jeito não dá!
No inicio até era engraçado, mas tá tão desafinado..
não dá pra aguentar.

É tão "meiguinho" te ver brincando com o Iago
Esse pastor revoltado
Que tu ganhou no cansaço, assim como a dona do tal.

To me achando dona de casa
Preparando lentinha e carne de panela
Toda orgulhosa sentindo o cheirinho
E agora seremos saudáveis
Trata de comer esse mamão!

As vezes eu pareço uma tia velha mandona
mas não da bola, logo passa
Põem uma daquelas minhas músicas "alternativas" ou desconhecidas pra tocar
Que eu solto um riso calmo e começo a cantar
cantar, cantar, cantar
Com a escova de cabelo na mão.
E balançando pra lá-e-prá-cá
No meu palco imaginário.

Ah e não me esqueci da minha promessa de ano novo.
Pedalar uma vez por semana!
Pior que sou terrível em promessas, já furei algumas semanas
Mas dois dias seguidos valem né?
A massa crítica é puro amor, vão me perdoar.

Bom, pretinho
eu sei que tu também quer carinho..
mas dá pra ser depois da minha soneca?
Esse cafuné deu um soniiiinho.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A banda que os meus amigos não conhecem.

A banda que eu vivo fazendo propaganda gratuita, por que me descummpem, mas é daquelas que tu descobre assim por acaso e se apaixona. É daquelas que até parece que tu acertou na loteria quando descobriu. Sabe aquela música feita, não só com muito profissionalismo, mas com muito amor, inteligência e carinho? Poiisé, sou muito "baba-ovo", confesso! Mas então ta aí, Apanhador Só, pra quem ficou curioso(a) e quiser conhecer..
 
É difícil achar uma música preferida, mas esta é a mais conhecida, então acho que vem a calhar, apresento "Nescafé".



"Eu cuspo nescafé e você chora leite de manhã
Amarro o meu sapato etu veste o sutiã
Cadê o nosso amor? me diz onde
Vou correndo pegar o bonde
Que linha liga o teu coração ao meu?
Almoço minha angústia e tu ri com a cara na tv
Eu tomo um conhaque e tu fala em ter bebê
Remenda o meu sorriso e, sorrindo, me costura mais uma ruga
Desfaz a casa que casa com o meu botão
Me esqueço em pensamentos e tu cobra um pouco de colchão
Respondo qualquer coisa e tu solta a minha mão
Coloca teu calor na estante
Vem, se deita tranquila e dorme
Em que sonho eu sonho meu sonho igual ao teu?
Que linha liga o teu coração ao meu?
Em que tronco encontro talhado o meu nome e o teu?
Meu sonho, meu sonho."


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Só.

Escuto as palavras na ordem em que as queria ouvir
De minha própria boca, com minha única presença
Talvez more mais alguém dentro de mim.

Isso deve servir como consolo
Por não me sentir tão sozinha
Quando estou de fato sozinha.




domingo, 6 de janeiro de 2013

Tic-tac, tic-tac.



  “O tempo tá passando..” e eu aqui sentada no sofá imaginando, pensando, gastando meu tempo.
Não é por mal meu amigo, minha amiga, mas o relógio não diminuiu a marcha, não consegui um “stop” pra um happy hour, não encontrei na minha agenda um tempo pra ti ver, pois eu tinha tanta gente pra re-ver, tanta história pra contar, que nessa função de achar “tempo”, “hora” pra tudo, acabei não achando minuto, nem segundo pra nada.

  E os dias, meses, ano passou e eu não re-vi nem metade e o sofá deixou minha bunda quadrada, a marca dela tá ali, de tanto tic-tac que eu passei pensando.
  Isso me deixa triste, eu sinto que os meus dias e a minha rotina acabaram me afastando de pessoas que eu não queria me afastar ou então eu acabei tendo que escolher entre um sono da tarde, estudar, ir pagar uma conta ou fazer do meu dia uma coisa diferente, escolher entre ir dar uma gargalhada com alguém que não vejo a séculos ou ficar em casa vendo aquele filme que vai passar na globo, ou arrumando a montoeira que deixei no meu quarto..

 E a gente sabe o que acaba acontecendo, o que acaba escolhendo..

  Não sei se é preguiça..
  Acho que é por isso que ela é um dos pecados capitais, como pode uma coisa que me faz desperdiçar meu dia afundada em um sofá, ser uma coisa boa né?

 E eu também fico triste de  ver que são coisas banais que nos trancam, que nos aprisionam.
 A gente trabalha pra viver ou vive pra trabalhar?
 A gente estuda a vida inteira pra “um dia ser alguém”, mas e agora eu não sou ninguém?

 Porra, me deixa cometer o pecado da gula em paz, todos tem seus vícios e aposto que a maioria não tem a causa de sua morte provocada por eles.
 Poisé, tem gente que atravessa a rua e morre atropelado, tem gente que leva uma bala perdida, tem gente que morre afogado dentro de casa, tem gente que é assaltado e morre por causa do dinheiro que ganhou trabalhando duro, perdendo todo o tempo que tinha pra ganhar aquele dinheiro.

E no fim, de que valeu? Se não deu tempo de aproveitar né.
E esse é o mistério da senhora, bendita vida-morte-tempo.

A gente nasce e começa a morrer aos poucos e é essa a única certeza que se tem.
Não que eu vou me formar daqui a 5 anos, nem que eu vou viajar ano que vem pra seilá onde, não tenho certeza se vou conseguir re-ver aquela amiga que eu marquei de encontrar mês que vem..
Eu só tenho certeza que um dia ela chega, o fim da vida, o parar real do “tic-tac”, e não tem dia, não tem hora, não tem aviso.

Então meu amigo, minha amiga eu só tenho a certeza desse exato momento e não posso dar garantias, mas espero que esse ano o meu sofá não tenha mais a marca da minha bunda e nem que ela fique quadrada e que a gente possa se RE-VER um dia desses e dar umas boas gargalhadas.






"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda, a gente anda pra frente E quando a gente manda, ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura.Na mudança de postura a gente fica mais seguro.Na mudança do presente a gente molda o futuro.."


Gabriel o Pensador