domingo, 21 de março de 2010

um outro mundo


Um mundo que me instiga, um mundo que receio, que me desperta certo medo.
É o mundo dos sonhos incontroláveis.
Não os diurnos, em que se pode projetar, que se pode criar, modificar, controlar..
São os noturnos que me deixam sem ar.
Ao fechar meus olhos embarco em uma viajem por um mundo mágico, criado pela minha mente, onde tudo pode acontecer.
Sonhos tranqüilos, com pássaros cantando a natureza.
Sonhos agitados, em uma montanha-russa.
Sonhos complicados, uma prova de física.
Sonhos românticos, um possível namorado.
Sonhos melancólicos, uma lembrança.
Sonhos estranhos, animais que falam.
Sonhos tristes, um parente morrendo.
Sonhos aterrorizantes, um seqüestro, um assalto.
Eu sonho de tudo, mas não lembro de todos, eu viajo pra um mundo que mexe comigo.
Em algumas vezes meus sonhos alertaram algo ocorrido em um próximo futuro.
Mas eu tenho medo dessa viajem, tenho medo de me perder por esse mundo, fisicamente me entrego a ele, sem ao menos dar-me conta.
Já cansei de acordar sufocando, já cansei de acordar chorando, já acordei com um pedaço de pano ao redor do pescoço.
Um dia sonhava que uma parede se fechava contra mim e não conseguia afasta-la, acordei embaixo da cama, batendo, desnorteada.
Eu converso, dou gargalhadas, soluço, sento, levanto, xingo.
Meus sonhos, as vezes, são tão reais que no dia seguinte procuro saber se foi realmente um sonho.
Como quando escrevo uma carta, ou converso com alguém pelo computador.
A sensação de tentar correr do perigo e não conseguir sair do lugar é desesperadora.
A realidade ilusória de perder alguém que ama, é insuportável.
Encontrar e viver um amor, depois acordar e dar-se conta que era tudo “um sonho” é frustrante.
Os sonhos me desgastam, os sonhos mexem comigo, mas este é um mundo do qual não tenho como fugir, não tenho como controlar, não tem o que discutir.
Cada dia uma aventura, cada dia um surpresa, cada viajem mais maluca, são experiências, são coisas que só nós vivemos, não tem como compartilhar, não tem como projetar, mais ninguém vai conhecer e saber do seu mundo imaginário, do mundo fantasioso ,o qual sua mente cria e reproduz, em cada noite, quando as luzes se apagam, seus olhos se fecham, desprendem-se deste mundo, mergulham no seu mundo.
Eu não sei qual dos dois é real, se os dois são reais, ou se é tudo coisa da minha mente, mas é tão bom não saber de nada e viver tudo, é tão bom ter a oportunidade de desfrutar destes sentimentos malucos, embaralhar a cabeça com minha duvidas e incertezas.
Sentir-se presa e solta, ter sua liberdade e não te-la ao mesmo tempo, não ter controle de si, não saber de nada, apenas viver, cada dia, cada momento, cada situação, da maneira que aquele momento merece, da maneira que julgo ser a certa, flash impulsivo, instantes súbitos de coragem, que nascem sem que percebam, mas que dão o impulso necessário a cada primeiro passo.
Eu tenho medo dos sonhos, mas não fujo deles, pois o melhor do medo é a superação.

quarta-feira, 17 de março de 2010

" Ilusão de paz, que não satisfaz.."



.. esse verso da música Viva la Revolucion, do Forfun, me fez pensar um pouco, sobre o que li mais cedo, sobre o que a professora falou e sobre o resultado de todo esse pensamento que vem a ser a realidade.

O que vem a ser “PAZ” hoje em dia?

Qual o significado dessa palavra na vida das pessoas modernas?

Paz pra eles é o carro mais caro, a mansão, as roupas de marca, as plásticas, festas, bebidas, o que está na moda..

È triste e decadente pensar dessa forma, mas a palavra “personalidade” perdeu seu sentido, foi extinta do dicionário popular.

Opinião-própria é um artigo raro, de luxo e para os poucos corajosos.

Tomar as próprias decisões em sua vida é atípico, é estranho.

Eles não percebem que estão sendo manipulados pela mídia, pela moda, pela sociedade..

E aii de alguém ousar chama-los de fantoches, ficam indignados, protestam, “-Eu tenho controle da minha vida, eu tenho personalidade sim!”

Não!Parem de se iludir, percebam-se, saiam um pouco de dentro de si, para de longe perceber como são manipuláveis, como são influenciáveis, como mesmo tendo suas opiniões, insistem em reprimi-las, insistem em obrigar a si mesmos a gostar do que todos gostam, insistem em fazer o que o todo faz, insistem em acreditar em tudo que escutam, concordam, seguem, copiam, mas nunca protestam.

Nunca estão satisfeitos, por que será?

Por que não é isso que querem, por que isso não satisfaz..

Sua paz é uma ilusão, o que chama de paz, não é paz, é conveniência, é preguiça de correr atrás de seus sonhos, é preguiça de sonhar, é preguiça de expor o que pensa, é o medo da opinião alheia que te faz segui-los, é o medo da reprovação que te faz calar.

O jovem, com toda sua vida, com toda sua energia, criatividade, com toda sua personalidade, também foi engolido pelo monstro esfomeado, destruidor de sonhos, chamado “globalização x mídia”.

Não estou dizendo que a globalização seja ruim, as pessoas tem que se unir, as pessoas são pessoas, não importa em que parte do mundo, somos todos iguais, a mídia tem sim suas qualidades, tem sim seus valores, mas a junção destes fatores está simplesmente tirando as características que fazem das pessoas únicas.

Esta tirando a essência do ser humano, esta furtando a cultura, a personalidade, a auto-confiança, a proximidade,está furtando a opinião-própria, o estilo, o carinho, e principalmente o amor.

O que eu vejo nas ruas?

Pessoas iguais, conceitos iguais, idéias iguais, ideais iguais, sonhos iguais, falta entusiasmo, falta paixão, falta ânimo, alegria, essa paz ilusória não está satisfazendo.

Como é confortável aceitar e seguir o que os outros fazem, uma simples votação foi feita, mas nela está a prova do quanto é difícil levarem a serio, do quanto é difícil esboçarem as próprias opiniões, um votou primeiro, todos os outros votaram no mesmo, por que? Preguiça de pensar em outra pessoa, medo de gerar um conflito, medo de assumir a causa.

Por que será que cada vez mais cedo jovens bebem e fumam?

Influências, seja ela por um amigo, pela sua insegurança, pela aprovação, pela televisão..

E sabe quem é o corajoso no fim das contas?

Sabe quem é aquele homem o bastante?

O que tem a decência de rejeitar o copo de cerveja, o cigarro, a maconha,.., ele não se importa com a opinião dos outros, não se importa de ser tachado, muito menos ridicularizado, pois ele sim tem plena consciência de que aquilo faz mal e que não é para ser visto com bons olhos pela “galera” que ele vai fazer algo que não quer, que não gosta e que ainda é prejudicial a sua saúde.

Feliz é aquele que consegue se aceitar da forma que é, aquele que consegue aceitar as próprias opiniões, consegue respeitar as próprias vontades, feliz é aquele que consegue ouvir a si antes de mais nada.

A doença da modernidade é a depressão.

Ela foi mais uma obra de toda essa loucura de estereótipos, de regras de como viver, de metas absurdas inatingíveis.

Pessoas entrão em depressão por que?

Por não serem perfeitas, como dizem que tem que ser.

Por dinheiro.

Por não ter uma vida perfeita.

Estão sobrecarregados.

È muita informação, é uma disputa incessante para ser a mais bela, a mais inteligente, bem sucedida, estar na moda, ter muitos amigos, muitos namorados, o melhor trabalho..

Uma vida desgastada, uma vida mal aproveitada, uma vida inteira tentando ser a primeira, uma vida inteira correndo em direção contrária a vida, uma vida jogada fora.

Essa paz, não satisfaz a mim e tente ser sincera consigo mesma uma vez na vida, não te satisfaz também, a diferença é que eu reconheço isso e comecei a jogar todo esse lixo fora, jogue antes que seja tarde.


domingo, 14 de março de 2010

o valor de uma amizade



Seus dias normais, em meio a aglomerações de pessoas, que supostamente conhecia e pensavam a conhecer, quem observava julgava ser alguém que nunca sentia a amarga companhia da solidão.
A outra pessoa parecia sozinha, sempre com apenas dois de seus inseparáveis amigos a tiracolo, não era popular, não sorria por mero motivo, ou para tentar fingir achar graça de uma bobagem dita.
As duas, cada qual em sua vida, tão diferentes, ambas pré-julgadas, ambas subestimadas.
Era popular, sua companhia era disputada, todos tentavam agrada-la, mas nos dias em que chorava, não tinha sequer um amigo pra lhe consolar, não tinha uma voz preocupada repreendendo suas mancadas, não tinha um conselho ou uma pessoa que ficasse em silêncio ao seu lado, limpando as lágrimas, captando pensamentos por olhares, guardando segredos..
A outra não precisava de falsos sorrisos, nem se importava com a áspera opinião alheia, ela sim tinha amigos, nunca estava sozinha, nunca faltava um ombro onde chorar, não precisava agradar, nem vasculhar sua mente a procura de um assunto, o silêncio era bem aceito pelos companheiros.
Companhia é a essência da amizade, se diz-se amigo e não é companheiro, também não é amigo.
Conhecidos não são amigos.
Interesseiros não são amigos.
Fofoqueiros não são amigos.
Amigos não precisam de nada para serem amigos, não precisam ser iguais, nem fazer algo para merecer a amizade, eles põem a mão no fogo pelo outro sem um por que, eles defendem, eles lutam, eles estão juntos nos momentos bons e ruins sempre.
Não confunda um conhecido com amigo.
Não confie em alguém, que já lhe deu a prova de que não é digno de confiança.
Não jogue uma amizade verdadeira fora.
A "popular" deu-se conta do quão só estava, deu-se conta do vazio escuro onde se encontrava.
O seu número de seguidores, não se compara a apenas um amigo.
A outra tinha sim dois companheiros incansáveis, determinados, fielmente amigos.
Encontraram-se então as duas, no alto de um prédio, a popular pensava seriamente em por fim em sua vida só. A outra costumava ir ali, para apreciar a paisagem.
Deparou-se com a sena, surpresa.
Sentou-se diante dela e apenas perguntou..
-Quer ser minha amiga?
Não vá se levar pelas aparências.
Um sorriso forçado é facilmente confundido.
Somente nós sabemos o que se passa em nosso mundo interior.
Não desperdice seu tempo, sua saúde emocional.
Não fique perto daqueles que só te fazem mal.
Dê seu devido valor para aquele seu único amigo, a quem deixou de lado, em busca da aceitação da maioria.
O tempo vai-se passar, a maioria não vai importar-se com você.
Só então verás o quão só esta.
Só então vai entender o valor de uma amizade.
Não é uma questão de números.
Ela pôs fim em sua vida só, agora tinha uma amiga.

sábado, 6 de março de 2010

se perder, se encontrar.


O que ela era? Esse questionamento batia a porta em uma hora importuna, no momento em que tentava esvaziar a mente. Em um momento em que pensava não crer em nada, quando queria apenas ser. Mas a mente tem controle próprio, ou melhor , ela controla a gente. Não somos nós que tomamos as decisões e sim ela, dita as ordens e não tem outra alternativa senão cumprir. Ela era menina ou já uma mulher? Não brincava mais de boneca, mas também não era séria. A maturidade não havia batido em sua porta, mas a imaturidade já foi-se embora.. O que era ela afinal? Algo perdido entre a menina e a mulher. Um pouco dos defeitos e qualidades de cada qual , em uma junção um tanto misteriosa e encantadora. Ela não controlava, nem tinha uma tentativa de explicação para seus sentimentos, mas sabia demonstrá-los com certa notoriedade.
Estava caminhando, em sua trajetória diária,mesma rua, mesmo horário, para o mesmo destino..Mas parecia tudo tão diferente.A rua parecia estranha, o horário parecia outro, ela conseguia enxergar através das pessoas.Sentia o cheiro do asfalto e das nuvens.No horizonte podia enxergar a água em ebulição.Mergulhava no mar misterioso de cada olhar transeunte.Ouvia a prece de pássaros assustados.Sentia o estresse refletido em um trânsito com buzinas incessantes e palavrões descarados.Sentiu a força da pressa em um esbarrão violento.Percebeu o quanto era afortunada ao se deparar com o olhar faminto da criança que fazia malabarismo na sinaleira.Não encontrou uma lógica explicação para o bêbado que tentava se afogar em um mar de ilusões,afastando problemas.Ela pensava saber muito da vida, mas neste dia concluiu que nada sabia.
Em uma aula de filosofia concluiu que nem tudo que seus olhos a fazem enxergar pode ser visto da mesma forma por outras pessoas, o seu preto e branco , pode ser um arco-íris para o mundo de outro.
Os seus problemas, podem ser a solução que alguém incessantemente procura.
A sua busca pela liberdade, pode ser a busca ao zelo que alguém tanto deseja.
Incansavelmente insatisfeitos.
O que temos não basta, o que temos não queremos, o que temos não presta.
Queremos o do outro, queremos o que não podemos ter, fazemos o que não devemos fazer.
O proibido atrai, instiga, brilha.
Pode-se ter tudo, vai-se desejar ter nada.
Somos incompreensíveis, a cada momento mais complicados.
E se já nem me entendo, não posso esperar entende-lo.
Se já não me procuro, como posso esperar encontra-lo?
Aquele que não se ama, não deve esperar ser amado.
Ela caminhou até o fim daquela rua, até dar-se conta que estava perdida.
Perdeu-se em um caminho que trilhava todo dia, um caminho decorado, um caminho desgasto do tempo.
Sua mente não ordenou-se, não desprendeu-se dos pensamentos e a levaram para uma rua sem saída, solitária, estava lá perdida, em sua própria armadilha, foi-se conhecer.
Agora sozinha, tinha a chance de conversar com a outra, que morava dentro dela, puderam finalmente ter a conversa que a tanto esperavam, puderam finalmente dar ouvidos, prestar atenção, sentir o que tanto incomodava a outra parte de seu ser, de seu viver, de sua alma.
Finalmente, ela se encontrou ao se perder.

quarta-feira, 3 de março de 2010

estupidez.


Um dos raros dias em que decidi assistir ao noticiário.
Coisa não muito comum para alguém que pretende prestar jornalismo e confesso que a um tempo atrás assistia com mais freqüência, mas já não era possível conter a indignação a cada barbárie a que me deparava.
Todos os dias, uma noticia mais trágica que a outra, parecia até uma competição, mas não, era a mais pura realidade.
Não são os jornais que procuram as noticias ruins, mas ultimamente somente tragédias e tristezas tem sido comum a nossos olhos e rotinas.
Assisti, pois lá no meu inconsciente sempre tem aquele pingo de esperança, sempre está pré-disposto a se deparar com noticias alegres e contraditórias das típicas rotinas.
Mas não, tragédias e mais tragédias, uma me despertou certo interesse,certo sentimento de incapacidade e perplexidade.
O repórter dizia, que um homem estava sentado no banco do ônibus, quando o individuo que ao seu lado estava pediu para que fechasse a janela, ele recusou, não sei que sentimento esta recusa despertou neste individuo, não sei se estava drogado, se tinha problemas mentais, se estava passando por sérios problemas, não sei que tipo de vida levava, que histórico tinha, não sei de sua pré-disposição a violência, mas de uma coisa eu sei..ele tinha uma arma!
Sim ele tinha uma arma, se era ilegal ou não, se ela já havia matado alguém, ou servido para utensílio de assaltos, se ele havia pegado emprestado, ou achado nas coisas de um conhecido, sinceramente não sei, isso não me importa, isso não importa para aquele homem da janela.
Mas uma coisa sim importa e de uma coisa, quem conhecia o homem da janela, esta certo, ele pagou um preço altíssimo pela recusa.
Ele pagou o preço com algo que só se ganha uma vez, algo que não tem volta, ele pagou com a vida.
Sim, aquela arma , nas mãos daquele individuo cheio de raiva, tirou a vida de um homem que apenas se recusou a fechar uma janela.
O individuo não queria saber se aquele homem tinha filhos,uma família,problemas, amores, aflições, obrigações, .., ele é humano, um animal racional, mas naquele momento foi apenas animal, nada mais.
Foi desumano,foi indigno, foi incompreensível e inaceitável aquela atitude, aquela barbárie, não importa seus problemas, não importa sua conduta, sua raiva, seu sofrimento, não importa seus motivos..
Ele não tem o direito de tirar a vida de outro, ele não tem o direito de impedi-lo de viver!
Uma arma, um individuo problemático, um homem inocente, um ônibus e uma janela.
Um dia normal, uma cena aterrorizante e estúpida.
Nessas horas eu penso o quão nada somos.
Trabalhamos incessantemente,estudamos, passamos a vida inteira lutando pra viver bem, lutamos contra doenças, agüentamos o que vier, matamos um leão por dia, engolimos outros três, ai então do nada, assim em um dia normal, você se senta no ônibus, feliz, pois está finalmente indo pra casa, aquele dia estressante aproxima-se do fim.
Está ali sentado ao seu lado, uma pessoa que você não sabe quem é, e nem precisa saber, não sabe o que ela pensa, como ela vive, o que ela planeja.
Não sabe que ela será a ultima que verá, que pelas mãos e por vontade dela, você não vai mais viver, assim de repente, todos seus planos, seus estudos, sua carreira, seu amor, sua privações, tudo torna-se um grande nada, uma grande insignificância, pois você não tem o poder de decisão, resta-lhe apenas morrer , assim sem razão.
Chegou o momento, que basta ter uma arma na mão e escolher quem acha que deve viver.
Chegou o momento que o respeito e a vida só tem seus significados no dicionário, na pratica não importam mais.
Chegou o momento em que o humano não tem mais coração,não tem compaixão, não tem mais amor pela vida, seja ela sua ou do próximo.
Chorei sim, como uma criança ao assistir ao noticiário, deve ser por este motivo que já não assisto, não é que eu tenha vergonha de chorar, eu tenho vergonha dos humanos, eu tenho vergonha do que eles estão fazendo com o mundo e com as pessoas.
Eu tenho vergonha de ter nascido no meio dessa gente cruel, no meio de pessoas vazias, de ter nascido na era dos sem coração.
Eu tenho pena sim, das crianças que estão recém chegando a este mundo, tenho pena pois o futuro está se perdendo, as pessoas já estão perdidas, quem irá orientar elas, se já nem sabem se orientar, se já nem sabem ao certo o que querem e são.

segunda-feira, 1 de março de 2010

ele

A sim , meu dia preguiçoso
A sim , meu dia de ficar em casa
Mas sozinha?
Não,não me sinto sozinha quando ele está aqui.

Ao ler aquele “ele” acompanhando o conteúdo da frase
A imaginação alheia deve desenhar um belo rapaz
Por quem , quem escreve, deve guardar certa dose de sentimentos
Escondidos em um canto secreto do coração
Um amor quem sabe?

Sim, posso sim dizer que tenho um amor por ele.
Um amor grande,um amor terno, um amor fiel e sincero.
Mas ele não é um rapaz.
Ele não é humano!
Ele é um cachorro, sim um cachorro.
Ele não é meu, ele pertence a minha família.

Eu não posso possuir uma vida.
Eu posso amar um ser,sim eu posso.
E o amo!
Um amor mais sincero, um ser mais companheiro e fiel.

Não importa se eu bata nele.
Se eu esqueça de dar comida.
Não importa seu xingue, grite.

Eu só não posso sumir.
Só não posso deixa-lo ali.
Ele precisa de mim.
Ele me ama sim, eu sinto esse amor.

Podem rir, dane-se o que os outros pensam.
Ele não sai de perto, ele não cansa, ele não desiste, ele não trai.
Esse sim é um sentimento puro, esse sim é um amor verdadeiro.
E eu posso dizer, sem exitar, eu amo meu cão, eu confio nele, ele sim é meu amigo.

Os animais, somos todos animais.
Os humanos os que dizem-se “racionais” , os que mais sabem sobre os sentimentos..
São os que mais alimentam-se dos sentimentos feios, são os mais cruéis.
Os outros,vitimas nossas, que sofrem, que foram escravizados pela criatura pensante, eles amam, sim , estes sim amam!
Mesmo sendo maltratados, mesmo sendo tratados como meros objetos descartáveis, eles conseguem amar.!
Talvez o nosso poderoso dom de ser “racional” ,seja na realidade um grande defeito, uma maldição.

Pois quem pensa muito não sabe nada, não faz o que quer, não tem a coragem necessária para agir e sentir.
Por isso eu digo, meu cão esse sim eu amo e sei que é recíproco.









"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda, a gente anda pra frente E quando a gente manda, ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura.Na mudança de postura a gente fica mais seguro.Na mudança do presente a gente molda o futuro.."


Gabriel o Pensador