sábado, 11 de dezembro de 2010

então..

O céu amanhecendo, começa a ganhar seus tons azulados.

Meus olhos se abrem calmos e a primeira coisa que vêm a mente, não é bem uma “coisa”, é uma pessoa, é “ele”.
Os pés relutantes saem da cama, silenciosamente descem as escadas, ligam a máquina que o traz em alguns segundos para perto.
A foto, as palavras, as não palavras, as pertinentes expectativas.
O dia se vai, ela acompanha ele, em algum lugar, distante.
Na rua pessoas, pessoas invisíveis.
Transporta a elas o rosto dele.
Fecha os olhos e lembra, vê e sente.
Quando os abre os braços desaparecem e tudo volta ao normal, aparentemente.
Mas surge então uma nostalgia amarga e forte.
E a presença da ausência parece mais clara.
Não sente mais o gosto do último beijo, nem seu cheiro, nem o som da voz, o tocar de suas mãos..
Mas principalmente, não consegue sentir o sentimento dele..
Os dias passam, com eles o tempo, consigo a distância das palavras.
A distância do que era tão necessário a pouco tempo.
Mas ele ainda está ali em todo amanhecer, durante o dia e quando a noite cai.
Ele ainda se faz presente nos devaneios e faz com que todo o resto perca a importância.
Pensar nele é o conforto de cada momento difícil.
E pensar que logo vou ter os verdadeiros braços por perto, afasta um pouco a nostalgia.
Mas estes dias parecem décadas e esse silêncio sufoca.
Algumas pessoas são sim um tanto quanto frias, mas não significa que gostem que sejam com elas.
Eu tenho superado algumas limitações, mas não parecem relativas.
Por que elas soam como perguntas sem respostas.
E no momento então não sei em que pensar e como agir.
Devo seguir?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

what?

Nos enganamos quando achamos que estamos certos.

Estamos certos quando achamos que estamos enganados.
Mas o que fazer?
Parar, juntar os restos e jogar fora?
Postar-se no zero novamente?
Quando já tinha plena convicção de que seus planos dariam certo..
Daria a isto o nome de fraqueza ou coragem?
Seria insensato procurar um cantinho solitário e esconder-se um pouco das imensas dúvidas que os outros lhe trazem?
Neste momento então começamos a nos perder.
Não a perdição agradável, que muitos almejam, a rendição do que é imposto, a perdição do poder e limitações.
Mas sim a perdição negativa, aquela que soma todas as interrogações, multiplica por opiniões e se encontra desnorteada.
Pois a vida desta incógnita é guiada por rédeas alheias.
E quando uma vida se deixa guiar por outras vidas perdidas, só tende a cair, o mais depressa e fundo possível.
Ela para!
Entre pólos que a repelem e atraem.
Compreender pessoas é impossível, a contradição nos rodeia.
As vezes parecem mesmo todos macacos.
Aqueles ensinados, que imitam o que o homem faz, por um pouco de carinho e alimento, por uns minutos no palco iluminado.
Mas eles são obrigados, eles foram literalmente escravizados.
E nós?
Não há chicotes, há manipulação.
Não existem grades de fato, mas sentimos como se houvessem por toda volta.
Sentimos a ilustre necessidade de seguir tendências e dar notória importância ao que vão pensar, em como deveríamos agir em frente a “tais pessoas” e nos deixamos manipular e somos usados.
Lucram a nossas custas, enquanto acreditamos que se importam.
E a culpa é toda nossa.
Nascemos em um mundo já formado, em um sistema já engajado e corrupto, porém cada pessoa tem uma linha de pensamento, uma personalidade e caráter, isso tudo independentemente de condições financeiras, culturais, e afins.
Com isso a culpa de deixar-se manipular, aceitar ser submisso e conformado, são os méritos de quem fica calado.
O mundo é grande, tem espaço pra todos.
Por que deixamos poucas pessoas tomar conta de mais que a metade?
E todo o resto ali apertado, sufocando.
Não queremos guerra pela paz.
Se existem traficantes é por que o meio os criou.
E não é matando que todos os problemas se resolvem.
A mídia torna herói quem lhe convém.
Assista ao noticiário se quiser, mas não se deixe levar por toda encenação e maquiagem.
São todos muito atenciosos diante das câmeras.






"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda, a gente anda pra frente E quando a gente manda, ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura.Na mudança de postura a gente fica mais seguro.Na mudança do presente a gente molda o futuro.."


Gabriel o Pensador