domingo, 20 de maio de 2012

Caneta, erros e rabiscos

Sabe aquela sensação de receber uma carta com seu nome escrito a mão e um selo escolhido com carinho?
Uma carta com palavras pressionadas tão forte pela caneta, que deu pra sentir o que a pessoa sentia enquanto escrevia.
Abrir com toda delicadeza do mundo, para não danificar um documento tão raro e que expresse tanta atenção e autenticidade.
Perceber verdade e vestígios humanos, talvez um perfume, a marca de um beijo..
Pois é, eu não sei qual é a sensação.
Ao invés de um presente, ao invés de uma mensagem virtual, ou mesmo uma ligação rápida e objetiva, eu queria uma carta.
Sincera, marota, eu queria a verdade escondida lá no fundo do peito, embriaguez de coragem e verdades vertidas, me transbordasse de nostalgia, me fizesse com as letras soltas, voltar a um momento que já não recordo.
Receber notícias de uma pessoa querida que está longe e sentir que ainda é importante.
As vezes essa inundação de tecnologia, essa quantidade de mudança constante me incomoda, certas coisas não deveriam sair de nossas vidas.
A atenção e sensibilidade, o querer fazer algo e realmente fazer, tato, contato, olfato, precisamos sentir e transmitir o que sentimos.
Preciso ouvir um pouco, enxergar, conversar, tocar, a moda antiga, a moda real, do jeito que tem de ser feito.
Talvez voltar a escrever a mão, onde havia paixão.

Um comentário:







"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda, a gente anda pra frente E quando a gente manda, ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura.Na mudança de postura a gente fica mais seguro.Na mudança do presente a gente molda o futuro.."


Gabriel o Pensador