sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ser criança..


Quando se é criança é tudo mais simples, mais mágico, mais puro.

Quando se é criança a sinceridade e as vontades tem vida própria, os sentimentos são demonstrados a medida que aparecem e não existem preconceitos, nem preferências.
Quando se é criança o mundo é colorido e todos são super-heróis..
Tudo é novo e a sede de aprender é constante.
Não há maldade, pudor, vergonha, nem privações.
Não há inveja, o dinheiro é apenas papel, não há preocupações.
A vida não vira rotina e não se tem problema em fazer amizades.
Criança não tem depressão, criança não odeia, criança não mata.
Mas os adultos criam as crianças, eles destroem seus sonhos, pois um dia outros adultos destruíram os deles.
Eles mostram uma vida de medos e cobranças, uma vida de normas e obrigações, uma vida de estresses..
Eles ensinam a esconder os sentimentos, a não acreditar nas pessoas para não se ferir, eles ensinam o pré-conceito.
Contam histórias de guerras, os fazem assistir desenhos de briga e competição, os ensinam a chorar e a querer toda a futilidade e o quanto o dinheiro importará em seu futuro.
Ensinam a não acreditar no amor, mostrar que seus mundos encantados são mera imaginação, transborda insegurança e desconfiança.
As crianças viram jovens, que em plena faze de mudanças e inundações de duvidas, enchem-se de problemas e já não sabem mais o que fazer, o que esperar da vida.
As antigas crianças começam a perder as esperanças.
Em meio a faze adolescente regida por rebeldia e mudança, são obrigados a escolher o que farão de seus futuros.
A mente transborda, entra em pânico..
De um lado os pais, do outro os amigos, a mídia, as vontades, a pressão, o status e o tempo não parece nada acolhedor.
Eles precisam respirar, precisam de uma ajuda, mas ninguém parece se importar.
Muitos escolhem futuros que prometam uma bela condição financeira, pois foi isso que os “adultos” ensinaram a valorizar e visar, deixando de lado e ignorando por completo seus dons, suas vontades e seus sonhos.
Muitos perdem suas características únicas e se juntam ao resto, para camuflar-se no meio da multidão e simplesmente deixar que suas vidas sejam guiadas por elas.
Aprendem a não respeitar a si mesmo, nem aos outros.
Aprendem a julgar pessoas e ridicularizar quem não é igual aos outros.
Aprendem a não aceitar outras formas de vida, outras opiniões, senão as próprias, porém nem mesmo eles tem opinião, concordam com tudo que ouvem daquelas pessoas que agora são seus novos “heróis”..
Tornam-se adultos frustrados, alienados, depressivos, desanimados, adultos sem esperança e sem vontade de realmente viver.
Estes adultos geram novas crianças e com todo prazer descontam suas frustrações neles, destruindo a vida destas crianças como um dia fizeram com as suas.
Basta!
Nessa busca incessante de si mesmo, acabam todos por se perder, deixando aquilo que eram no passado e encontrando um simples desconhecido.
Não seria melhor inverter os papéis?
Que tal virar criança novamente?
Parece mais sadio, parece mais humano e mais digno de vida.
Então deixemos que elas nos eduquem e nos tragam de volta aquilo que era essencial e se perdeu por um caminho ilusório.
Voltemos a inocência, voltemos a viver.

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"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda, a gente anda pra frente E quando a gente manda, ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura.Na mudança de postura a gente fica mais seguro.Na mudança do presente a gente molda o futuro.."


Gabriel o Pensador